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Memórias da Prática do Skate em Rio Grande/RS: geopolíticas, arquiteturas e skatistas
Gustavo da Silva Freitas, Juliana Cotting Teixeira

Última alteração: 2014-08-11

Resumo


A prática do skate vem sendo tema de pesquisas e produções culturais, especialmente a partir dos anos 2000. Parte dessas produções anuncia uma trajetória histórico-cultural marcada por uma passagem do “lazer a esportivização”, “da marginalização a esportivização”, “de vilão a mocinho”. Os artefatos culturais e narrativas de skatistas “de sucesso” são fontes predominantes nesse campo de saberes. Questionamos: se voltássemos nossos olhares a outros espaços e tempos, mais descentralizados, quais trajetórias produziríamos? Fomos ao encontro da História Oral como atitude político-metodológica, à construção de memórias relatadas por skatistas dessa localidade. Assim, essa pesquisa objetivou construir parte das memórias sobre o skate em Rio Grande/RS buscando, especificamente, analisar as condições de emergência dessa prática na cidade; os usos dos espaços urbanos pelos skatistas e as maneiras pelas quais eles constituíram-se como tais nesse município. Entrevistas com três skatistas de bairros e gerações distintas compuseram o corpus de análise dessa pesquisa. As narrativas construídas apresentaram deslocamentos nos modos de ocupar espaços de prática, de estabelecer vínculos com os obstáculos públicos e urbanos e de constituir-se skatista num período compreendido entre os anos 80 e 2000, recorte estabelecido pelos depoentes em virtude de suas experiências junto ao skate na cidade.

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